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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

PARABÉNS TRABALHADORES SOCIAL DEMOCRATAS!

 

Cumprem-se hoje 30 anos de história dos Trabalhadores Social Democratas, estrutura que pela sua especificidade e actividade, com origem nos Sócio-Profissionais e nos TESIRED (Tendência Sindical Reformistas Social Democrata), alcançou a sua autonomia em 8 de Janeiro de 1984.

Ao longo da sua história foram vários os actores que preencheram o protagonismo desta estrutura, companheiros que lideraram e deram consistência a um projeto de sindicalismo com valores social-democratas, acolhido por Sá Carneiro, que ao longo destes anos sempre conseguiu influenciar o Partido, o Mundo Sindical e a própria Sociedade Portuguesa, assente nos princípios da liberdade e independência sindicais.

Parabéns a todos os que construíram e laboram nesta História!

terça-feira, 11 de junho de 2013

Comunicado TSD Nacional: "FIRME APOSTA NO DIÁLOGO SOCIAL"

 
 
Os Trabalhadores Social Democratas (TSD), reunidos no seu Conselho Nacional, em Lisboa, a 8 de Junho, analisaram a situação política, económica e social e decidiram emitir o seguinte comunicado:
 
 
Foi convocada, por ambas as centrais sindicais, uma Greve Geral para o próximo dia 27 de Junho.
Os TSD, enquanto estrutura autónoma do PSD para o movimento sindical e mundo laboral, perfilhando o ideário social-democrata, encaram com normalidade o exercício do direito constitucional da greve.
Os TSD assumem que existem fortes motivos de insatisfação por parte dos trabalhadores Portugueses, nomeadamente ao nível da Administração Pública, e partilham, também, das gravosas consequências que as políticas de austeridade ditadas pela situação difícil em que Portugal se encontra têm causado aos trabalhadores do nosso País.
 
Os TSD encaram, ainda, com redobrada preocupação, a acentuada fragilidade daquilo a que convencionou chamar de Estado Social e que tem conduzido a inúmeras situações de precariedade, de pobreza e de dificuldades extremas em muitos agregados familiares.
Neste contexto, e sendo a greve um exercício de um direito individual deve, cada trabalhador, ponderar, com serenidade e sem quaisquer pressões, a sua adesão ou não.
 
Por outro lado, é por demais reconhecido que os projetos e práticas sindicais da UGT e da CGTP são manifestamente diferentes e que, nalguns domínios, se revelam mesmo antagónicos. A UGT sempre pautou a sua atuação pela firmação de que a luta sindical não pode ser um fim em si mesmo devendo, pelo contrário, abrir espaço à resolução de problemas pela negociação, pelo diálogo e concertação. Ao contrário da CGTP, a UGT não pontua o seu comportamento por estratégias emanadas de partidos políticos ou por radicalismos inconsequentes.
 
Os TSD compreendem o enorme esforço que está a ser feito para controlar as finanças públicas e para recolocar Portugal no caminho que conduza a voltarmos a ser respeitados pelos nossos parceiros europeus. Os TSD compreendem, também, que este caminho conduza a enormes sacrifícios dos portugueses mas que, em nosso entendimento, devem ser repartidos com equidade justiça social.
 
Os TSD consideram que o período pós-greve deverá ser utilizado pelo Governo para implementar as reformas indispensáveis para melhorar o desempenho económico do país, para criar melhores condições para o diálogo institucional ao nível da concertação social e melhorar as condições de vida dos portugueses. Só com um diálogo social responsável que conduza a entendimentos profícuos será possível superar coletivamente a crise para que todos fomos arrastados.
 
Finalmente, os TSD expressam o desejo de que a greve geral agora anunciada decorra num clima de tranquilidade e tolerância de modo a evitar cenários de agitação e instabilidade que se têm vivido noutros países.
Lisboa, 8 de junho de 2013
 
 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

TSD PORTO participam (2012.01.03)

Os TSD Porto estiveram representados no espaço de comentário político do programa "Fórum Regiões" da Regiões TV através do companheiro Paulo Machado onde foi discutido, entre outros assuntos, a deslocalização dos trabalhadores do Finibanco, adquirido pelo Montepio Geral, do Porto para Lisboa.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Mudar o IEFP. Confiar na Mudança!

COMUNICADO
Mudar o IEFP. Confiar na mudança!
Os Núcleos do IEFP – Instituto do Emprego e Formação Profissional dos TSD dos distritos de Porto, Braga e Lisboa, no seguimento de notícias postas a circular relativas às novas orientações e políticas activas de emprego a implementar, bem como das competências decorrentes da aprovação da nova Lei Orgânica do Ministério da Economia e do Emprego, deliberaram tomar as seguintes posições e delas dar conhecimento público:

  • Os TSD congratulam-se pelo facto do Governo ter esculpido um programa de relançamento dos Centros de Emprego, dando lugar de destaque e prestígio à acção que este organismo pode ter no contexto da crise actual;
  • Por conseguinte, acompanham com atenção a reestruturação do Instituto do Emprego e Formação Profissional, I. P. no sentido de imprimir à instituição maior dinâmica e maior capacidade de intervenção em face da conjuntura económica adversa ao mercado de emprego;
  • No entanto, não podem deixar de expressar a sua preocupação face aos indicadores de actividade do Centros de Emprego e Formação Profissional em 2011 que sistematicamente revelam uma menor intervenção ao nível da execução física e financeira em comparação com igual período de 2010. Numa altura em que os níveis de desemprego se encontram em valores muito elevados não é possível que a instituição que se encontra na primeira linha no combate a este problema veja a sua actividade diminuída face a anos anteriores;
  • Por conseguinte, expressam a sua apreensão face a notícias postas a circular que dão conta da manutenção em postos de decisão dos dirigentes responsáveis pela situação atrás descrita, os quais, durante 6 anos não foram capazes de cumprir as metas que se propuseram executar;
  • Evocam ainda o facto de que em 5 de Junho passado os portugueses expressaram a sua vontade inequívoca de mudança. Desde então para cá os trabalhadores do IEFP e os demais trabalhadores que a este serviço se dirigem não encontraram ainda qualquer mudança positiva no modo, no tempo e nos efeitos em relação ao passado. Pelo contrário, a intervenção do IEFP tem vindo a ser menor e menos eficaz quando se exigia um maior dinamismo, eficiência e eficácia, e isso não pode ser dissociado do facto de os agentes de cúpula se manterem.

  • Não podem também deixar de alertar que muitos dos trabalhadores do IEFP, determinados na Mudança, ofereceram o seu voto ao projecto do PSD para Portugal, e que a maioria dos trabalhadores estão confiantes numa reestruturação que assente em regras e gestão predominantemente aderentes à realidade do País.

Assim, os Núcleos do IEFP manifestam a sua confiança no Governo de Portugal e instam a uma maior celeridade na reestruturação do IEFP e na reformulação das Políticas Activas de Emprego de forma a gerar respostas mais céleres e eficazes aos problemas do Emprego e da Economia, apoiando assim a inserção e qualificação dos nossos jovens e desempregados. 
2011.11.07 . Núcleos do IEFP dos TSD dos Distritos do Porto, Braga e Lisboa

quarta-feira, 13 de julho de 2011

INICIATIVA TSD PORTO - Sessão de Apresentaç​ão da Candidatur​a à Comissão Política Distrital do Dr. Virgilio Macedo

Atendendo à proximidade das eleições para a Comissão Política Distrital do PSD (dia 22 de julho), o Secretariado Distrital dos TrabalhadoresSociais-Democratas tem o grato prazer de o convidar para uma sessão deapresentação do candidato à Presidência da Comissão Política – Dr. VirgílioMacedo, a ter lugar na próxima 5.ª feira, dia 14 de julho, pelas 18 horas, na SedeDistrital do PSD Porto, sita à Rua Guerra Junqueiro, n.º 64.

Dada a importância da eleição em causa, apela-se à participação de todos nesta iniciativa.

Saudações Sociais-Democratas

Vale Peixoto

quarta-feira, 8 de junho de 2011

TSD SAÚDAM VITÓRIA DE PASSOS COELHO

Depois da vitória alcançada no passado domingo, pela vontade dos portugueses terem colocado os seus anseios na mudança e no ideário social-democrata, os TSD do Distrito do Porto saúdam a eleição do Dr. Pedro Passos Coelho para Primeiro-Ministro de Portugal, líder no qual depositam a esperança de um novo Portugal, revigorado, dinâmico, justo e equitativo

Neste momento de festa, os Trabalhadores Social-democratas aproveitam o ensejo para fazer recordar que o programa eleitoral que nos conduziu a vitória tão clara e concludente deve constituir a coluna vertebral do futuro programa de governo.

Por outro lado, lembram que na governação, o emprego e o trabalho devem ser os baluartes do nosso modelo social como forma de responder às preocupações sociais dos portugueses, à estabilidade das famílias e à dignidade dos trabalhadores.

Chegou a altura de se iniciarem políticas que conduzam ao aumento do emprego e ao combate à taxa de desemprego que tem assolado o nosso distrito, de uma forma que conjugue o rigor das contas públicas com medidas de apoio à economia real, aumento de competitividade e estabilidade das empresas.

Chegou a altura de apoiar efectivamente, não com palavras vãs e actos inconsequentes, mas com medidas coerentes e consistentes face à realidade portuguesa, as classes socialmente mais desfavorecidas, concretizando e fomentando os processos de inclusão social, através do trabalho, que tenham como prioritários os cidadãos que se encontram abaixo dos limiares de uma vida digna.

Chegou a altura de encarar a questão dos despedimentos de uma forma que, não condicionando o desenvolvimento da economia e os investimentos nacionais e estrangeiros, se oriente na mais apurada vertente social-democrata de desenvolvimento da iniciativa individual e do empreendorismo

Chegou a altura de encarar o emprego e o trabalho como factores estruturantes e imprescindíveis para uma sociedade competente e competitiva, assente num modelo de desenvolvimento sustentável da economia, no investimento e iniciativa dos trabalhadores e das empresas!

Portugal mudou, chegou a hora de Portugal ser mais solidário!

Porto, 7 de Junho 2011

segunda-feira, 6 de junho de 2011

VAMOS MUDAR! VIVA PORTUGAL!



Neste dia 5 de Junho de 2011, após o povo se ter claramente pronunciado numa manifestação de vitalidade democrática cuja gravidade do país impunha, o Núcleo do IEFP dos TSD do Porto congratula-se com os resultados obtidos pelo PSD.

Após a estrondosa derrota de José Sócrates é chegada a altura de MUDAR! Os portugueses pronunciaram-se pela mudança de rumo nos destinos do país, por um novo Governo e, por consequência, por uma mudança na Administração Pública e no próprio IEFP.

É o momento de restaurarmos a esperança num Portugal Melhor e Competente!

Temos a certeza que os próximos tempos serão muito exigentes para Portugal para todos os portugueses, especialmente para as empresas e para os desempregados, o que obrigará a uma resposta condigna e eficaz, bem no espírito do que este grande partido tem feito em prol do país nas épocas de dificuldades.

Este Núcleo, os TSD e o PSD saberão assumir as responsabilidades que deles se esperam com esforço e dedicação para que Portugal vire esta página e rapidamente inicie um novo caminho.

Viva Portugal! Viva o PSD!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Comunicado: Nomeações Politicas no IEFP

O contexto actual do país é prova mais que evidente de que a governação do PS e a sua prática política ultrapassa por demais os limites da demagogia e se concentra na falta de decoro, responsabilidade e integridade dos seus dirigentes.

A situação actual do IEFP – Instituto do Emprego e Formação Profissional na região Norte em geral e no distrito do Porto em particular, que há cerca de dois anos não tem dirigentes e chefias habilitadas, é sinónimo da incapacidade dos seus dirigentes de cúpula. De facto, passados catorze meses desde a abertura dos concursos para os lugares de chefias intermédias, e apesar de já existirem 36 nomeações para outros tantos lugares de dirigente desde Março e Abril, ainda não foram tornadas públicas as identidades dos felizes contemplados.

No entanto temos fortes indícios de que este atraso não é decorrente de incompetência mas trata-se de um procedimento deliberado, estudado e premeditado por quem, actuando numa lógica de puro clientelismo, pretende dar uma imagem de transparência e isenção num processo de selecção de candidatos.

De facto, dos referidos concursos não há notícia pública da identidade dos participantes, não há indícios da valorização da formação profissional específica detida pelos candidatos (CADAP), prevista no art.º 12.º da Lei n.º 2/2004, de 15 de Janeiro, e regista-se uma alarmante falta de transparência com entrevistas ”públicas” realizadas à porta fechada (num claro desrespeito pelo estabelecido no ponto 1 do art. 21.º da mencionada Lei) e uma inexistência de uma lista de classificação final com os critérios de classificação devidamente relevados. Estes processos estão assim inquinados por uma nuvem de suspeição e de falta de transparência que justificam as notícias que são lançadas publicamente nos jornais, como aconteceu esta semana.

Aliás, este núcleo tem notícia, há pelo menos duas semanas, de que as nomeações em causa serão publicadas em Diário da República no próximo dia 6 de Junho, logo após as eleições e que as tomadas de posse estarão agendadas para o dia seguinte. A verificar-se, esta situação configura-se como profundamente censurável e prejudica seriamente o IEFP.

O Conselho Directivo do IEFP terá dado indicações específicas no sentido de que as nomeações para os cargos deveriam ser conhecidas apenas após as eleições legislativas para que daí não adviessem discussões sobre as mesmas na praça pública que pudessem prejudicar a campanha eleitoral do Partido Socialista!

A lista (da qual este núcleo tem inteiro conhecimento) dos felizes contemplados com as nomeações, denota, na esmagadora maioria dos casos, óbvias ligações à máquina partidária do Partido Socialista. É algo perfeitamente bizarro que, após um concurso público, que alegadamente avaliaria das condições objectivas e subjectivas para o exercício de um determinado cargo, na esmagadora maioria das situações se perpetue no lugar militantes ou simpatizantes de um determinado partido que, por coincidência, é o actual partido do (ainda) Governo. Como não há conhecimento dos critérios de avaliação é legítimo concluir que a maior proximidade ao partido de José Sócrates fosse bastante valorizada e apreciada acima de qualquer outra.

Se os concursos foram transparentes e se se tratam de procedimentos de carácter meramente administrativo porque o IEFP esconde do país o resultado final?

Porque se prejudica o funcionamento dos Serviços Públicos de Emprego não concluindo os processos de uma forma célere para que as unidades orgânicas locais consigam responder de forma organizada às necessidades da população?

Parece-nos sim, ao contrário do que seria esperado, que o PS está a dar demonstração cabal de que se encontra a instrumentalizar o Estado e calendarizar o funcionamento do IEFP de acordo com a sua agenda política para as eleições, prejudicando os trabalhadores portugueses que já por si se encontram debilitados na luta contra o desemprego, e acautelando o futuro próximo dos seus leais militantes acima de qualquer outra consideração.

Não pode este Núcleo deixar de apelar à indignação de todos aqueles que, de boa-fé, tendo participado nos concursos julgando que seriam avaliados pelo seu currículo, competência e qualificações, se viram avaliados pela sua militância ou proximidade ao Partido de José Sócrates. Assim, apelamos a todos aqueles que se sentiram defraudados e instrumentalizados neste processo para que reajam por todas as vias legais (recurso administrativo ou providência cautelar) de forma a repor-se a verdade e transparência que deveria ter imperado desde o início do processo, que se encontra eivado de suspeição e cujos resultados se encontram feridos na sua transparência.

Para o efeito, disponibilizamos aqui aos opositores aos concursos em causa um modelo de requerimento para solicitar os documentos que a si lhe dizem respeito e ponderar eventuais acções futuras.

Resta perguntar, em face do que aqui se revela,

- Que legitimidade e respeito terão os futuros dirigentes perante os seus subordinados quando aparecerão aos olhos destes apenas como militantes/simpatizantes da causa socialista e não como pessoas dotadas de competências, experiência, capacidades e qualificação para o exercício do cargo?

- Que capacidade de liderança tem aquele que se encontra em determinado lugar apenas porque é militante do partido do governo e que é nomeado num concurso que serve apenas de capa, de disfarce ou de artifício para a sua escolha? É desta forma que o CD do IEFP pretende credibilizar as unidades locais? Ou trata-se apenas de mais uma machadada do CD no Serviço Público de Emprego fazendo-o passar aos olhos do povo como mais um albergue de “boys” e “girls”?

É contra este Estado-Coutada que no próximo dia 5 os portugueses se vão manifestar de forma clara, afastando do Governo este Partido Socialista e confirmando a vontade de MUDAR.

MUDAR de rumo, MUDAR de políticas, MUDAR de Governo.

sábado, 21 de maio de 2011

Encontro de Candidatos do PSD com os TSD's do Porto

Caro companheiro:

Inscritas nos valores da social democracia, as práticas da concertação e diálogo na defesa dos interesses dos trabalhadores constituem pilares de actuação imprescindíveis para a criação de uma sociedade mais justa e reconhecedora do desempenho dos trabalhadores e do valor do trabalho.
Objectivos que apenas se concretizam nos valores da participação e dos compromissos, donde todos saem ganhadores!

Nesta perspectiva, convidamos todos os companheiros e simpatizantes para um Encontro entre Candidatos do PSD e Representantes do Movimento Sindical que se realizará às 18 horas do próximo dia 24, terça-feira, no Auditório do Sindicato dos Bancários do Norte, sito à Rua São Brás, n.º 444, no Porto.

O encontro contará com as presenças de:

- José Pedro Aguiar Branco (Líder dos candidatos do PSD pelo distrito do Porto)

- Miguel Santos (Director de Campanha e candidato do PSD pelo distrito do Porto)

Candidatos dos TSD’s que integram as listas do PSD pelo Distrito do Porto:
- Maria João Fonseca
- Manuel Pereira Gomes
- Joana Ascenção
- Rui André Martins

- Pedro Roque (Secretário-Geral dos TSD’s)

- Vale Peixoto (Presidente do Secretariado Distrital do TSD’s do Porto)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Conferência-debate: Integração de Jovens no Mercado de Trabalho

Atentos aos números do desemprego, principalmente aos nível das camadas mais jovens da nossa população, e às dificuldades que os jovens portugueses deparam no momento de abraçarem uma vida profissional e concretizar um percurso profissional - que em grande parte resultam da desadequação das políticas impostas ao mercado de trabalho e às empresas pela governação socialista, a JSD e os TSD's do Concelho de Matosinhos irão levar a cabo uma conferência dedicada ao tema:

"Integração dos Jovens no Mercado de Trabalho", com a participação do Exmo. Dr. Pedro Roque (Secretário-Geral dos Trabalhadores Sociais Democratas)

A iniciativa terá lugar no edifício da Junta de Freguesia da Senhora da Hora, sito à Avenida Fabril do Norte (frente à estação do Metro da Sr. da Hora), na próxima terça-feira, dia 24 de Maio, pelas 21:30 Horas.

Porque o futuro de Portugal depende dos jovens e do trabalho, contamos com a tua participação!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Comunicado: Portugal Tem de Mudar!

SAUDAÇÃO AOS TRABALHADORES DO DISTRITO DO PORTO

O Secretariado Distrital dos TSD do Porto, eleito recentemente, saúda todos os trabalhadores portugueses em geral – e em particular os que laboram neste distrito tão esquecido e abandonado pelo poder central.

Perante a situação de calamidade social, financeira e económica em que Portugal se encontra, os trabalhadores não aceitam que este Governo nos leve para um caminho que conduzirá o país para o abismo e para a bancarrota.

É certo que é sempre aos trabalhadores que se pedem sacrifícios no sentido de contribuírem para a saída de algumas crises que nos têm afectado, mas todos temos o direito de saber o que concretamente se espera de nós e para onde nos conduzem.
Ora, é precisamente o inverso o que agora sucede, mercê de políticas de tal forma sinuosas e desnorteadas que ninguém sabe para onde vamos e para quando está prevista a luz ao fundo do túnel, se é que essa luz também já não foi mandada desligar como medida de austeridade…
Uma coisa é certa: não há qualquer argumentação, mesmo do mais irrazoável e selvagem capitalismo, que permita sustentar a mais primária defesa da redução dos salários e de proceder a cortes nas pensões mais baixas – designadamente nas de sobrevivência.
Temos de continuar a pugnar pela verdade, rejeitando o caminho encetado pelo Governo do Partido Socialista, que optou pela via sistemática de a esconder e ocultar aos portugueses.

O que hoje temos é o maior desemprego dos últimos 90 anos. A verdade é que o Eng. José Sócrates e o seu Governo são os responsáveis pela crise que atravessamos e que ameaçava perpetuar-se, conduzindo Portugal cada vez mais para a dependência do exterior.
Precisamos de mudar de política e de ter políticos diferentes, que possam, queiram e tenham a capacidade necessária para o fazer. Mudar para melhor e fazer o país crescer. E, para isso, não será necessário demitir trabalhadores da administração pública e do sector público empresarial do Estado e muito menos cortar salários.
O que é necessário é enxugar a máquina do Governo, que, à força de tanto meter água, já começa a ficar preocupantemente enferrujada.

O que defendemos com determinação é dotar de sustentabilidade o Estado Social e criar os mecanismos necessários para ajudar o sistema produtivo a gerar empregos.
Aliás, estas afirmações encontram uma sustentabilidade inquestionável quando são apoiadas pelo próprio dr. Eduardo Catroga, que salientou, a propósito das actuais negociações que decorrem com a “troika”, que, independentemente do que os representantes daqueles três organismos disserem, é possível pôr as contas públicas na ordem, sem despedir funcionários públicos ou cortar salários.

Mas esta luta pela verdade não se reduz ao PSD.

Bem recentemente, em Fátima, uma voz insuspeita e respeitada pelos portugueses, D. Jorge Ortiga, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, enfatizou que as campanhas eleitorais,têm de ser baseadas na transparência da apresentação das propostas, devendo ser seguidas de absoluta honestidade na sua execução. Ora, é precisamente isso o que o PSD defende acerrimamente, no seu combate à mentira.

E também por isso juntamos a nossa voz à do ilustre prelado, quando sublinha que seria insuportável para o país se enveredássemos pela lógica imediatista e pela apresentação de promessas enganadoras e ludibriadoras da real situação em que nos encontramos. Ora, a nossa atitude está claramente em linha com estas afirmações, porque estamos a trabalhar para construir um futuro de esperança.

Um simples balanço é mais do que suficiente para se conseguir uma visão panorâmica do estado a que chegou o país nos últimos anos, pelas mãos do Eng. José Sócrates:

  • Duplicou o número de desempregados
  • Duplicou a dívida pública
  • Duplicou a dívida do Sector Empresarial do Estado
  • Duplicou o défice orçamental
  • Nos últimos dois anos o rating da República baixou dez vezes
  • O Banco de Portugal anunciou que estamos em recessão

Com esta situação, vamos ser chamados a um enorme desafio. Desafio que os trabalhadores têm de vencer, com determinação, esforço e competência.

Por isso no dia 5 de Junho, vamos todos votar.
Portugal tem de Mudar!


Porto, 03 de Maio de 2011
O Secretariado Distrital do Porto dos TSD

sábado, 30 de abril de 2011

Homenagem aos Trabalhadores Desempregados

Na véspera do dia do Trabalhador, publicamos um texto bem caracterizador da infeliz situação da nossa Economia e dos trabalhadores desempregados.
A todos os que vivem essa situação dramática, votos de que o futuro vos traga melhores momentos.


"O Zé depois de dormir entre lençóis de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã.

Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (produced in Colombia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China)....

Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Thailand) e um relógio de bolso (Made in Swiss).

Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Tawin) para ver as previsões meteorológicas.

Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro (Made in Sweden) e saiu para, como usualmente à procura de emprego.

Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o Zé decidiu relaxar por uns instantes.

Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonesia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL."

terça-feira, 26 de abril de 2011

AVISO: Eleições para os Orgãos dos TSD Porto

ASSEMBLEIA DISTRITAL DOS TSD/PORTO
DIA 28.ABRIL.2011



Nos termos do ponto 2 do Artº. 41º dos Estatutos dos TSD e do nº 3 do Artº. 3º do Regulamento Eleitoral para os Órgãos Distritais e Locais dos TSD, convocam-se todos os militantes da área geográfica do Secretariado Distrital dos TSD do Porto, para a Assembleia Distrital dos TSD/PORTO, que se realiza no dia 28 de Abril, das 18H00 às 21H00, com 2 mesas de voto a funcionar nos locais seguintes:

MESA - MORADA e VOTANTES

Porto, à Rua Guerra Junqueiro, nº 64
Votam os militantes dos Concelhos Amarante, Baião, Gondomar,
Marco de Canavezes, Paredes, Penafiel, Porto e Vila Nova de Gaia

Matosinhos, à Rua Mouzinho de Albuquerque, nº 98
Votam os militantes dos Concelhos de Felgueiras, Lousada, Maia, Matosinhos, Paços de Ferreira, Póvoa de Varzim, Santo Tirso, Trofa, Valongo e Vila do Conde

ORDEM DE TRABALHOS

Ponto Único * Eleição dos Órgãos Distritais dos TSD:
a) Mesa da Assembleia Distrital
b) Secretariado Distrital

Lisboa, 21 de Março de 2011
Pel’O Secretariado Nacional
Pedro Roque
(Secretário-Geral)

terça-feira, 5 de abril de 2011

IEFP de Luto...

Quando os socialistas sobrepõem razões financeiras à existência de estruturas com competências e marcas com reconhecido valor internacional.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Comunicado do Núcleo do IEFP, IP

A desagregação do IEFP,IP no caminho para a sua liquidação?

De acordo com as informações já tornadas públicas pelo Secretário de Estado do Emprego e Formação o IEFP irá proceder à eliminação de estruturas e à redução da sua actividade moremente na área da formação profissional.
Na calha, o Governo e o órgão directivo deste instituto público vêm preparando um conjunto de reestruturações dos serviços que, de acordo com os próprios, se fundamentam na necessidade de poupar dinheiro ao erário público, em contraposição com as necessidades de melhorar as respostas aos jovens e desempregados

Entre estas alterações estabelece-se a extinção de centros de formação de gestão participada, destinados a formação de âmbito sectorial, como o CINÁGUA - Centro de Formação Profissional para a Indústria de Engarrafamento de Águas e Termalismo, o CRISFORM - Centro de Formação Profissional para a Indústria da Cristalaria e o CEQUAL - Centro de Formação Profissional para a Qualidade, e a deslocalização da sede do FOR-MAR - Centro de Formação Profissional das Pescas e do Mar. Concomitantemente pretende ultimar-se a fusão dos três principais centros de formação, relacionados com a indústria têxtil, nomeadamente o CITEX – Centro de Formação Profissional da Indústria Têxtil, o CILAN – Centro de Formação Profissional para a Indústria de Lanifícios e o CIVEC - Centro de Formação Profissional da Indústria de Vestuário e Confecção.

No entanto, se entendemos a premente necessidade de se adaptarem as estruturas disponíveis para uma resposta satisfatória à população e ao mercado do trabalho, não se entende como tais alterações ocorrem sem a adequada e prévia negociação com as entidades protocoladas e - mais grave - mediante critérios de gestão que se contradizem!

Se o argumento que presidiu à deslocalização do FOR-MAR assenta na justificada necessidade de levar a estrutura para localidades onde residem os potenciais formandos, a opção de centrar a sede de um grande centro de formação da área têxtil para Lisboa torna-se incompreensível e digna de realce.

Primeiro questiona-se a razão das alterações previstas para o FOR-MAR, já que este centro concluiu um processo de refundação há apenas 2 anos e, já por essa altura o processo de deslocalização se impunha e, segundo, questiona-se a razão da possível fusão dos centros da área têxtil vir a situar-se em Lisboa, quando as respectivas industrias se situam na região do Norte. Que razão se impõe a conceder tal relevância quando a população activa da área têxtil no Sul do país representa apenas 2% do total?

E o que presidirá à extinção da marca CITEX - tão prestigiada nacional e internacionalmente - que bem recentemente foi objecto de rebranding onde se gastaram avultadas verbas na criação da imagem corporativa? Que critérios de racionalidade imperam nos representantes do IEFP nos Conselhos de Administração desses centros? Serão meras caixas de ressonância do Conselho Directivo? E já agora, porque há longos anos se mantêm reformados nesses Conselhos de Administração? Não há profissionais no activo capazes de exercer essas funções?

É de admitir que se extingam estruturas cuja missão se mantém totalmente válida nomeadamente em sectores tão emblemáticos como a cristalaria ou estratégicos como a qualidade?

Parecendo inevitável, a extinção destes centros é também relevante saber-se o destino que se pretende dar às estruturas instaladas e, o que é mais importante, aos trabalhadores desses centros.

Se o CD acena com a cenoura da integração nos quadros do IEFP, a verdade é que no final dos sessenta dias previstos para a sua extinção, o mais provável é que esses trabalhadores venham a engrossar as fileiras dos que já fazem a Apresentação Quinzenal e a Procura Activa de Emprego.

E que dizer das orientações transmitidas aos representantes do IEFP para proceder à redução dos vencimentos dos trabalhadores desses centros?

Este quadro de progressivo esvaziamento da intervenção do IEFP no domínio da formação profissional, já assumido pelo Presidente do CD como o caminho para a externalização das acções de formação, insere-se numa estratégia de dissolução do IEFP e integração do Serviço Público de Emprego na orgânica da Segurança Social.

Porque se assume cada vez mais este Conselho Directivo como o coveiro da instituição atentando contra um serviço de emprego activo e interventivo que se torna progressivamente mais necessário no quadro da actual conjuntura económica do país?

2011-01-20, Núcleo do IEFP do Trabalhadores Social Democratas do Distrito do Porto

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O DESEMPREGO AGRAVA-SE, MAS O GOVERNO DIZ QUE NÃO!...

Comunicado

Segundo o IEFP, no final de Dezembro de 2010 estavam inscritos nos Centros de Emprego 541.840 desempregados, tendo-se verificado numa subida de 3,3% comparativamente com igual período do ano anterior.
Face ao mês de Novembro.2010, há um decréscimo de 5086 desempregados (-0,9%).
O que os números demonstram é que em Dezembro de 2010 havia mais 3,3% desempregados do que em Dezembro de 2009.
Mas o governo, pela voz do Secretário de Estado do Trabalho e Emprego, veio proclamar que esses números provam que “o pior já passou”.
Ou seja, na opinião do governante, o desemprego não vai continuar a subir e a tendência será para descer.
Só o governo é que acredita que o desemprego está controlado. Seguramente que o governo sabe que o flagelo do desemprego vai aumentar. Mas não tem a coragem de dizer a verdade aos portugueses. Está tão habituado a esconder a realidade, que até numa questão tão evidente e que o País está preparado para ela, o governo não resiste a faltar à verdade!
Com a crise que temos, com o comportamento da economia mais próximo da recessão do que da estagnação, está aos olhos de toda a gente que nem com um milagre se evita o óbvio – aumento do desemprego.
Porém, o governo acha que é fantasiando e enganando os portugueses que mobiliza o País.
Assim, a austeridade e os sacrifícios que nos estão a ser impostos se calhar vão custar mais e, pior que tudo, não irão valer a pena porque o governo não tem a grandeza que os desafios que temos pela frente impõem.
Lisboa, 17 de Janeiro de 2011

O Secretariado Nacional

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Os Funcionários Públicos Têm As Costas Largas!


A Função Pública é, frequentemente, apontada como a culpada dos males do País: ou porque absorve muitos recursos e tem privilégios, ou porque emperra a sociedade de funcionar com o dinamismo necessário.

Nada é mais injusto do que, de forma simplista, desferir este tipo de acusação. Na Administração Pública há bons e maus trabalhadores, como no sector privado, e se a organização dos serviços não obedece a critérios de maior rentabilidade, impõe-se saber quem são os responsáveis.

A Função Pública não funciona em auto-gestão, há decisores e responsáveis políticos que determinam as formas de organização da Administração Pública.
Os trabalhadores da Administração Pública têm razões para estarem zangados – são apontados a dedo como os responsáveis pelas dificuldades nacionais, vêm as suas carreiras congeladas, os seus salários cortados. Mas, apesar desses sacrifícios, a despesa não pára de aumentar.

De facto, a execução orçamental dos primeiros 10 meses do ano, registou uma boa subida das receitas fiscais, mas o défice também subiu 245 milhões, representado a despesa com pessoal cerca de 9 mil milhões.

As despesas com pessoal sobem, quando não há aumentos salariais, não há progressões na carreira e a admissão de pessoal está congelada. Porquê esta aparente contradição?

Porque o Estado gasta centenas de milhões com estudos e pareceres técnicos. Em vez de utilizar os bons juristas, economistas, engenheiros e arquitectos, que também os há na Administração Pública, para elaborar os estudos e pareceres técnicos de que precisa, o Estado prefere entregar essa tarefa e escritórios de advogados e gabinetes de engenharia externos.

Esses serviços podiam e deviam ser feitos pelos serviços do próprio Estado, a custos muito mais baixos do que os preços pagos aos privados, mas os responsáveis pela Administração Pública, e não os seus trabalhadores, entendem e decidem assim.

Os bons técnicos da Administração Pública são desvalorizados e desmotivados, com custos elevados para os contribuintes, porque:

- Desaproveita-se a competência e a inteligência dos quadros da Função Pública
- Pagam-se fortunas por serviços externos, só para satisfazer clientelas e na base de critérios pouco transparentes, que podiam ser efectuados, com o mesmo rigor e competência, na Administração Pública e a preços muitíssimo mais baixos.

Estes custos com serviços externos, ficam muito mais caros aos contribuintes do que se fossem executados pelos serviços do Estado, mas esses encargos brutais com os privados são depois imputados a despesas com pessoal, como se fossem os funcionários públicos a beneficiarem desses milhões. Os Funcionários Públicos têm as costas largas.

Estes serviços prestados por gabinetes externos também acabam por lhes conferir uma influência nas decisões e opções políticas que não é despicienda, já que muitas das vezes esses trabalhos, que deviam ser estritamente técnicos, não são imunes aos particulares interesses da entidade que os contrata.
Os TSD, embora muito preocupados com os dramas sociais de mais de dois milhões de pobres e com o grave problema do desemprego resultante do mau comportamento da economia, não podem aceitar em silêncio que sejam assacadas aos trabalhadores da Administração Pública mais responsabilidades do que aquelas que de facto lhes cabem.

Lisboa, 16 de Dezembro de 2010

O Secretariado Nacional

terça-feira, 9 de novembro de 2010

CONCLUSÕES DA CONVENÇÃO SINDICAL SOCIAL-DEMOCRATA

Decorreu no passado dia 6 de Novembro, em Lisboa, a "Convenção Sindical Social Democrata".

Seguem-se as conclusões do referido encontro.
Portugal vive mergulhado numa crise financeira e económica que atinge a generalidade dos portugueses.
A primeira consequência desta crise é o desemprego e os impactos sociais que provoca, desde logo a angústia e o medo.
- Angústia naqueles que perdem o seu posto de trabalho e não sabem quando voltarão a encontrar uma nova oportunidade de emprego.
- Angústia naqueles que estão empregados e temem que o flagelo do desemprego também lhes venha a tocar à porta.
- Angústia nos jovens que terminaram os seus estudos, esperam entrar no mercado de trabalho e construir a sua vida, mas arrastam-se com a incerteza e a falta de emprego.
- Medo também, porque do desemprego resultam riscos de incumprimento das obrigações bancárias da habitação, do carro, outros empréstimos, alimentação e educação dos filhos.
- Medo, porque o Estado corta ou reduz de forma cega as prestações sociais, é lesto e implacável a actuar sobre os mais fracos, mas muito tolerante a agir sobre os poderosos, aqueles que efectivamente têm poder económico e condicionam o poder político. Veja-se o caso da anunciada distribuição de dividendos do negócio VIVO/PT–Telefónica.

A crise é sobretudo para aqueles que vivem do seu trabalho honesto.

É neste contexto económico e social que os TSD realizaram a sua Convenção Sindical, tendo concluído:

1. Os TSD no Movimento Sindical Português

O movimento sindical português vive momentos difíceis, mas é em tempos de crise e de incerteza, como os que Portugal enfrenta, que se torna mais necessário um sindicalismo forte, concertativo e patriótico.

Os sindicatos, filiados na UGT ou Independentes, nos tempos de hoje, têm pela frente um grande desafio – o de lutarem pela dignidade daqueles que representam e constituírem-se num parceiro indispensável para a construção de respostas válidas para os problemas de Portugal.

Participar na actividade sindical é cada vez mais difícil e a sindicalização é cada vez menos atractiva, porque os magros salários não chegam para fazer face aos encargos das famílias e a precarização das relações laborais desencorajam a adesão desses trabalhadores aos sindicatos.

Porém, é em tempos de crise como os actuais, que o sindicalismo de negociação é mais necessário e os trabalhadores mais precisam do apoio das suas organizações sindicais e sentirem, através delas, mais segurança.

É neste quadro que os TSD encaram o associativismo sindical como um pilar essencial da sociedade participada que somos e concluem pela exigência desse reconhecimento pelos poderes político e económico.

Os TSD analisaram ainda:

No seu último congresso, em 2009, a UGT introduziu nos seus estatutos uma alteração que criava uma nova estrutura sindical intermédia, de base territorial no País – as UNIÕES UGT em cada um dos 18 Distritos e nas duas Regiões Autónomas;

É certo que a base de tudo são e serão sempre os Sindicatos filiados na UGT, estrutura fundamental do funcionamento e acção sindical da Central e que constituem também a base do funcionamento e o suporte logístico das UNIÕES;

Estas novas estruturas têm novas capacidades de acção em comparação com as antigas Delegações da UGT, que tiveram também o seu papel, mas que tinham esgotado a sua capacidade de intervenção;

As UNIÕES são entidades autónomas, dotadas de personalidade jurídica própria, sendo pois pessoas colectivas com os seus direitos e deveres plasmados na Lei, podendo actuar com toda a independência relativamente ao Estado, às entidades patronais e aos partidos políticos;

As UNIÕES têm a possibilidade legal de requisitarem ao Estado um quadro sindical da Administração Pública para trabalhar a tempo inteiro na UNIÃO, permitindo assim conferir á acção desta uma maior capacidade e eficácia;

A UNIÃO agora, pode e deve ter uma relação de “igual para igual “ com outras estruturas de base territorial do Estado, do IEFP, da ACT, das entidades Patronais, das Autarquias etc, assumindo também a representação da UGT em todos os órgãos distritais e regionais;

Enfim, existem razões para a UGT ter avançado com a criação e institucionalização das UNIÕES, estando já este processo quase terminado;

Mas não basta criar as UNIÕES. É necessário trabalhar, pô-las a funcionar com eficácia e capacidade de intervenção e colocá-las ao serviço dos trabalhadores que representam, nestes tempos difíceis e de grandes dificuldades por que passam os trabalhadores e suas famílias, em especial os mais desfavorecidos e desprotegidos;

Acreditamos que as UNIÕES, para bem da defesa dos interesses dos trabalhadores portugueses, irão cumprir a sua função e contribuir para revigorar a intervenção sindical da UGT.

2. A Greve Geral

Uma greve geral é a manifestação mais forte de oposição dos trabalhadores às políticas assumidas por qualquer governo. É um acto político.

A greve geral de 24 de Novembro tem a ver com a oposição dos trabalhadores às medidas contidas na Proposta de Orçamento do Estado para 2011, fortemente penalizadoras dos trabalhadores e dos aposentados e reformados.

A greve geral é, nas sociedades democráticas, a última arma dos trabalhadores, que não podem ficar de braços cruzados perante políticas tão gravosas.

Em Portugal, com um movimento sindical sem fundos de greve, fazer um dia de greve sem remuneração é um acto de coragem.

Um acto de coragem que revela insatisfação profunda mas, também, vontade de mudança.
Os trabalhadores batem-se pelas suas condições de trabalho, mas também contra o futuro negro que muitos teimam em apresentar-lhes com desesperança.

As organizações sindicais devem ser e são a voz desses trabalhadores e têm de assumir as suas preocupações, face aos sacrifícios que lhes são impostos, e corporizar as suas esperanças num futuro melhor.

A greve geral de 24 de Novembro insere-se neste quadro de protesto e de esperança no Futuro. Os TSD desejariam que a greve geral não fosse necessária, como seguramente a generalidade dos trabalhadores portugueses também a não deseja, mas apoiam esse dia de luta e de indignação.
Os TSD esperam, ainda, que os sacrifícios que estão a ser impostos aos portugueses, especialmente aos trabalhadores e suas famílias, não venham a ser repetidos no futuro pela incompetência de governantes que têm provado não possuírem dimensão política e ética para dirigir os destinos do País.

3. Concertação Social – Urge um Pacto Estratégico

Nós vivemos num Estado Parceiro, onde a governação deve ser concertada ou dialogada.
O Estado Soberano clássico, onde não existia qualquer participação da sociedade civil, já não existe.

Hoje, as forças sociais organizadas em áreas económicas e sociais, ambientais, tecnológicas ou culturais não abdicam, e bem, do direito de participarem na construção da sociedade e na sua intermediação com o Estado.
A concertação social é disso um bom exemplo, para o governo e os Parceiros Sociais dialogarem e negociarem compromissos ou Acordos, que ajudem a desbloquear os problemas que impedem o País de caminhar para o desenvolvimento e o progresso.

Não é compreensível que, perante os enormes problemas que hoje todos sentimos, não se aproveite os mecanismos da concertação social para ouvir e envolver os parceiros sociais, que mais directamente representam os sectores que estão no vulcão da crise, e com eles procurar construir vias de convergência e consensos, que tornem menos penosas as medidas governamentais e, sobretudo, que abram janelas para podermos olhar o futuro com alguma esperança.

Os TSD discordam desta paralisia da concertação social e defendem a necessidade do Governo e Parceiros Sociais – Confederações Sindicais e Confederações Empresariais – avançarem para o estudo e negociação de um GRANDE PACTO SOCIAL ESTRATÉGICO, que crie as condições adequadas à mobilização do País e ao relançamento da economia para sair e vencer a crise.
Só com uma ideia consistente de futuro, que vise o fortalecimento da coesão económica e social do País, fazem sentido os sacrifícios que hoje são impostos aos portugueses.
Para isso, é necessário restaurar a cultura de compromisso, gerar confiança entre os parceiros sociais e o governo, e actuar em conformidade com o inafastável dever de lealdade e boa fé que deve existir entre todos os membros da negociação tripartida.
Esse Pacto Social deve ter um âmbito tão alargado quanto o consenso das partes o permita, mas deve ter por objectivo último ponderar o nosso modelo económico à luz dos tempos de hoje e da nova globalização, em ordem a dinamizar o investimento e a inovação, a competitividade e a produtividade, a criação de riqueza e de emprego, uma maior justiça fiscal e diminuição das desigualdades sociais.

Ao contrário de algumas vozes que entendem que a validade do diálogo social já expirou, os TSD entendem que, pelo contrário, nos tempos que correm, devem-se valorizar os ensinamentos e as vantagens da concertação social e aprofundar as suas enormes possibilidades de ajudar a encontrar um rumo para Portugal e a devolver a esperança aos portugueses.

É nessa linha que os TSD defendem e propõem que, em sede de concertação social, os parceiros sociais e governo se sentem e construam pontes e políticas que, inscritas num Pacto Social Estratégico, tenham por finalidade o futuro de Portugal.

Lisboa, 6 de Novembro de 2010

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

TSD/Açores alertam para “choque social muito grave” em curso

Os Trabalhadores Social-Democratas dos Açores (TSD) manifestaram hoje "a sua indignação perante as medidas de austeridade" em curso, acusando o governo "de pretender cortar salários e aumentar impostos para garantir um Estado cada vez mais incapaz de dar o exemplo", considerou esta tarde o seu porta-voz Rui Ramos, em Angra do Heroísmo.
"É absolutamente necessária uma urgente mobilização para vencer tamanhas dificuldades", referiu, sublinhando que "os TSD açorianos estarão solidários com todas as medidas que as organizações de trabalhadores adoptarem, a fim de expressar a sua indignação perante este estado de coisas", garantiu.

Segundo Rui Ramos, Sócrates anunciou "um pacote de medidas de austeridade, impondo o pagamento da sua própria irresponsabilidade e incompetência governativa", isto depois "de ter dito que o mais fácil seria aumentar os impostos, mas que não ia sobrecarregar mais os contribuintes", lembrou.

"A redução salarial está aí e será duramente sentida pela esmagadora maioria das famílias portuguesas e açorianas", disse o social-democrata, acusando Sócrates "de mentir aos portugueses e contou com o silêncio e com a cumplicidade de Carlos César, seu apoiante de primeira linha", referiu

"Este é um verdadeiro choque social, pois a realidade que animava Sócrates e o seu camarada César passou abruptamente de cor-de-rosa a cinzento, temendo agora os trabalhadores pelo emprego e as famílias pela sua própria estabilidade e segurança económica", disse Rui Ramos.

"O PEC III fez cair a máscara que escondia o país real, e passamos agora à dura e triste realidade das medidas de austeridade, que constituem o pior e mais grave ataque ao estado social de que há memória em Portugal", garantiu.

"Redução salarial, congelamento das pensões e progressões na administração pública, redução das despesas com os medicamentos, o aumento do IVA e a revisão do sistema de taxas, multas e outras penalidades. Tudo serve para aumentar as receitas de um Estado pobre, mas que há muito faz vida de milionário", assegurou o porta-voz dos TSD na região.

"E precisamente quando se pedem grandes sacrifícios a quem trabalha, o governo continua a agir dessa forma. Com que moral, com que autoridade se pode exigir tamanho aperto de cinto, quando o exemplo não vem de cima?", perguntou Rui Ramos na declaração lida aos jornalistas.

"Será sério exigir sacrifícios aos trabalhadores portugueses, quando temos no sector público empresarial um caso como o de Fernando Gomes – administrador da Galp – a auferir uma média de 37 mil euros por mês, cerca de 529 mil euros por ano? Pensamos que não", concluiu Rui Ramos.

Fonte: Diário do Norte, Açores, 18-10-2010

sábado, 16 de outubro de 2010

OE2011: medidas do Governo são «tratamento de choque», dizem TSD

Os Trabalhadores Sociais-democratas defendem que as medidas do Orçamento do Estado para 2011 são «um tratamento de choque», com sacrifícios e sem garantia de expectativas de um futuro melhor, pois o desemprego e as falências deverão aumentar.
O secretário-geral dos TSD, Arménio Santos, disse, este sábado, à agência Lusa que os cortes salariais e nas prestações sociais, os congelamentos das pensões e o «brutal» aumento de impostos, do IVA e do IRS, são «situações que se traduzem na penalização dos trabalhadores e das famílias com reflexos na economia que se vai ressentir».

Os TSD dizem estar «indignados» com caminho seguido pelo Governo socialista. «Estamos em presença de um tratamento de choque da parte do Governo em que às pessoas é imposto mais um conjunto de sacrifícios sem garantia de que sucede um caminho que abre expectativas a um futuro melhor», já que deverá aumentar o desemprego e as falências e «provavelmente colocar o país numa recessão económica com os todos os dramas que dai resultam», salientou Arménio Santos.

O Governo «iludiu de uma forma escandalosa a boa fé dos portugueses e dos eleitores para poder ganhar as eleições e (...) verificou-se uma fraude monstruosa por parte do governo socialista e do primeiro-ministro», frisou o responsável dos TSD.

Fonte: http://diario.iol.pt/politica/orcamento-tsd-sociais-democratas-governo-tvi24/1199703-4072.html