quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
CONVITE: Fórum Ciência e Educação
Em meu nome pessoal e em nome da Profª Guilhermina Rego, tenho o grato prazer de o convidar a participar na 1ª Conferência do Fórum Ciência e Educação, organizado pela Fundação Ciência e Desenvolvimento com o apoio do Serviço de Bioética (FMUP) e que se realiza no próximo dia 12 de Fevereiro, na Biblioteca Almeida Garret, ao Palácio de Cristal, pelas 18:30 horas.
Com os meus cumprimentos,
Rui Nunes
Prof. Catedrático
Faculdade de Medicina do Porto
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
O lápis azul está de volta?
Aqui fica artigo de opinião de Mário Crespo que o director do Jornal de Noticias se recusou a publicar.
O Fim da Linha
Mário Crespo
Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor. Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”. Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…) o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”. É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre. Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público. Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.
Nota: Artigo originalmente redigido para ser publicado hoje (1/2/2010) na imprensa.
Publicado em
http://www.institutosacarneiro.pt/?idc=509&idi=2500
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
O Sr. Eng.º Sócrates nunca fez tanto pelo défice...
Orçamento 09, versão 02 (Jan. 2009): Deficit de 3,9% do PIB
Orçamento 09, versão 03 (Maio 2009): Deficit de 5,9% do PIB
Orçamento 09, versão 04 (Dez. 2009): Deficit de 8,3% do PIB
Orçamento 09, versão 05 (Jan. 2010): Deficit de 9,3% do PIB
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Outra vez não
00h25m – 18JAN2010
A compra da TVI e agora o caso de Marcelo Rebelo de Sousa mostram que afinal Manuela Ferreira tinha toda a razão. Quando a líder do PSD o denunciou, estávamos de facto a viver um processo de "asfixia democrática" com este socialismo que José Sócrates reinventa constantemente. Hoje o garrote apertou-se muito mais.
Ridicularizámos Ferreira Leite pelos avisos desconfortáveis e inconvenientes. No estado de torpor em que caímos provavelmente reagiríamos com idêntica abulia ao discurso da Cortina de Ferro de Winston Churchill quando o mundo foi alertado para a ameaça do totalitarismo soviético que ninguém queria ver.
Hoje, quando se compram estações para silenciar noticiários e se afastam comentadores influentes e incómodos da TV do Estado, chegou a altura de constatar que isto já nem sequer é o princípio do fim da liberdade.
É mesmo o fim da liberdade que foi desfigurada e exige que se lute por ela. O regime já não sente necessidade de ter tacto nas suas práticas censórias.
Não se preocupa sequer em assegurar uma margem de recuo nos absurdos que pratica com a sua gestão directa de conteúdos mediáticos. Actua com a brutalidade de qualquer Pavlovitch Beria, Joseff Goebbels ou António Ferro.
Se este regime não tem o SNI ou o Secretariado Nacional de Propaganda, criou a ERC e continua com a RTP, dominadas por pessoas capazes de ler os mais subtis desejos do poder e a aplicá-los do modo mais servil.
Sejam eles deixar que as delongas processuais nas investigações dos comportamentos da TVI e da ONGOING se espraiem pelos oceanos sufocantes do torpor burocrático, seja a lavrar doutrina pioneira sobre a significância semiótica do "gestalt" de jornalistas de televisão que se atrevam a ser críticos do regime, seja a criar todas as condições para a prática de censura no comentário político, como é o caso Marcelo Rebelo de Sousa.
Desta vez, foi muito mais grave do que o que lhe aconteceu na TVI com Pais do Amaral. Na altura o Professor Marcelo saiu pelo seu pé quando achou intolerável um reparo sobre os conteúdos dos seus comentários. Agora, com o característico voluntarismo do regime de Sócrates, foi despedido pelo conteúdo desses comentários. Nesta fase já não é exagerado falar-se da "deriva totalitária" que Manuela Ferreira Leite detectou. É um dever denunciá-la e lutar contra ela.
O regime de Sócrates, incapaz de lidar com as realidades que criou, vai continuar a tentar manipulá-las com as suas "novilínguas" e esmagando todo o "duplipensar" como Orwell descreve no "1984". Está já entre nós a asfixia democrática e a deriva totalitária. Na DREN, na RTP, na ERC, na TVI e noutros sítios. Como disse Sir Winston no discurso da Cortina de Ferro: "We surely, ladies and gentlemen, I put it to you, surely, we must not let it happen again", o que quer apenas dizer: outra vez não. .
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
COMUNICADO
Se o presente é assim inquietante, o futuro próximo é mais preocupante. Desde 1995 até hoje, já lá vão 15 anos. A governação do país, com excepção de dois anos e pouco, tem sido da responsabilidade única do PS, sendo de maioria absoluta os últimos 4 anos e meio. Não há, pois, desculpa para tanto desleixo e tanto abandono com o povo português, principalmente com os mais desfavorecidos.
O PS é o principal culpado e é o principal responsável pela ausência de medidas de combate à crise, pelo desajuste das mesmas e, acima de tudo, por não falar verdade com medo de perder eleições.
Neste espaço de tempo, nos tais últimos 15 anos, que fez o PSD?
Custa, mas é verdade, andou a brincar às lideranças. Tivemos neste espaço de tempo, nada mais nada menos, que 7 líderes: Nogueira, Marcelo, Durão, Santana, Mendes, Menezes e agora Manuela. Neste intervalo de tempo e sem uma liderança eficaz, aprofundou-se uma tomada de poder, nas estruturas intermédias do Partido, por um conjunto de companheiros a exercer, em simultâneo, vários cargos políticos, tornando-se quase donos do Partido. É onde estamos e de onde precisamos de sair. O Partido precisa de respirar liberdade, libertar-se de métodos que perpetuam este estado de coisas e abrir-se a um profundo debate interno, plural, sereno, firme e transparente. Têm que ser promovidas e introduzidas alterações estatutárias que evitem a actual situação em que nos encontramos. O Partido tem que voltar a ser dos militantes e não de alguns dirigentes, como agora é.
O País precisa, para sair da crise, de um PSD forte, mas identificado com as grandes necessidades de Portugal e dos Portugueses. Precisa de ser portador, na sua mensagem diária, das inquietações das famílias e dos trabalhadores. O actual estado do PSD é a maior e a melhor bengala do PS.
Ou mudamos o PSD e mudamos o País, a caminho de um verdadeiro estado social, ou teremos crise para muitos e muitos anos. Somos, assim, pelo debate; somos, assim, pela realização do congresso; somos, assim, por alterações estatutárias; somos assim e queremos regressar ao seio de milhões de portugueses que escolheram o nosso partido, nestes últimos 35 anos, como grupo de pessoas capaz de fazer um Portugal Europeu, ganhador e com dignidade.
Precisamos de um PSD "à Sá Carneiro", desinibido, frontal e identificado com os portugueses.
Os Órgãos Distritais dos TSDs Porto
DIVULGAÇÃO: Conferência "A Qualidade da Nossa Democracia"
A Comissão Politica Concelhia da Secção de Matosinhos, tem o prazer de convidar V.Exa. a estar presente na próxima Sexta-Feira, dia 22 de Janeiro de 2009 pelas 21h30 no Auditório do Centro Cultural de Leça do Balio, em frente ao Mosteiro de Leça do balio, para a conferência intitulada " A Qualidade da Nossa Democracia" cujo o orador é o nosso dignissimo Companheiro e ex-Presidente do Partido Social Democrata Dr. Luis Marques Mendes.
Contamos com a sua importante presença
Saudações Sociais Democratas
Comissão Politica Concelhia do PSD de Matosinhos
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
IEFP, I.P. - Incompetência & Clientela Politica, Ilimitada
Já não faltava a polémica resultante do facto deste Instituto Público pretender despedir um jurista por este prosseguir fins eminentemente justos e isentos, ao contrário do que os dirigentes desse instituto público pretenderiam – como se a Administração Pública não devesse prosseguir as suas actividades no respeito pela lei e pelo bem público!
Já não faltava o facto de mensalmente a opinião pública lançar ataques ao IEFP, levantando dúvidas sobre as estratégias de cálculo dos números do desemprego, associando-as a interesses politicos do governo, sem que nada seja feito pelos dirigentes do IEFP, desacreditando a instituição, desmotivando quem nela trabalha, com claras consequências na imagem que os utentes têm de um serviço que acima de tudo deve trabalhar para encontrar soluções para o seu problema de emprego.
Já não faltavam os “esquemas” legalmente orquestrados para dar continuidade às comissões de serviço dos dirigentes por mais um ano; as consecutivas nomeações ao abrigo do “regime de substituição”; e a falta de abertura dos concursos para os cargos de Dirigentes, prometida pelo presidente do IEFP desde que aquele tomou posse há uma meia dúzia de anos.
Segundo as últimas notícias veiculadas pela comunicação social, o Conselho Directivo veio nomear para o cargo de Director do Centro de Emprego de Mirandela, por sessenta dias, ou até a conclusão dos concursos para os cargos de chefia intermédia, uma médica veterinária (!) – que nenhuma experiência possui na área do emprego ou da formação, o que, de imediato, a afastaria dos requisitos previstos nos únicos três concursos publicados em meados de 2009 para preencher cargos dessa natureza. A novel directora apresenta como qualificações mais relevantes para o exercício do cargo o ter sido candidata vencida à Câmara Municipal e Presidente da Comissão Politica concelhia do PS.
Já em Bragança, o CD aprestou-se a nomear Director um ilustre Deputado à Assembleia Municipal do PS e membro da Comissão Política Concelhia do PS. Provém do Ministério da Educação, onde era professor do 1.º Ciclo do Ensino Básico e Coordenador das equipas de apoio às escolas do Nordeste. Claro que não tem qualquer experiência na área do Emprego. Aparentemente tal não é necessário...
Dois verdadeiros comissários políticos.
É este desgoverno da coisa pública que o CD do IEFP perpetua. Ao invés de nomear para cargos de responsabilidade quem possua habilitações convenientes, competência técnica relevante, experiência profissional congruente e capacidades relacionais insuspeitas, usa do critério único da filiação partidária numa lógica aparelhística da qual muitos dos actuais responsáveis políticos do PS são herdeiros directos. O PS continua a encarar a Administração Pública como a extensão do aparelho partidário utilizando os meios desta para a satisfação clientelar em lugar da prossecução do interesse público como se impõe e decorre da lei.
É contra tal estado de coisas que o Núcleo do IEFP dos TSD do Porto vem publicamente tomar posição.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Fórum Política de Futuro
O primeiro jantar/debate da iniciativa Fórum Política de Futuro, coordenada pelo Prof. Rui Nunes, constituiu um espaço de amplo debate politico onde foi possivel observar opiniões dos mais variados quadrantes políticos da social democracia.
Com participação de cerca de 80 pessoas, entre militantes do PSD, Trabalhadores Social Democratas e simpatizantes, as temáticas da saúde, educação, economia e o papel do Estado preencheram a discussão da reforma da ideologia social democrata.

domingo, 29 de novembro de 2009
Declarações do Secretário-geral do TSD
O secretário-geral dos Trabalhadores Sociais Democratas (TSD), Arménio Santos, defendeu hoje o respeito pela decisão do Conselho Nacional do PSD em relação ao calendário para as eleições directas para a liderança do partido.
"As pessoas deviam respeitar a decisão do Conselho Nacional, com que todos estiveram de acordo", disse Arménio Santos à agência Lusa, quando questionado sobre se defendia a antecipação das directas ou se preferia que se mantivessem para depois da discussão do Orçamento de Estado de 2010.
A marcação de eleições directas para a liderança do PSD, depois do período de debate orçamental, foi uma decisão que obteve consenso na reunião de dia 22 de Outubro do Conselho Nacional social-democrata.
Lusa, 16:18 Sábado, 28 de Nov de 2009
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
9 em cada 10 europeus querem acção urgente contra a pobreza
Mais de metade dos europeus (56%) acredita que os desempregados correm um maior risco de pobreza, ao passo que 41% consideram ser os idosos a categoria mais vulnerável e 31% referem as pessoas com baixos níveis de educação, formação ou competências.
Quase nove em cada dez europeus (87%) crêem que a pobreza é um obstáculo ao acesso a uma habitação condigna, oito em cada dez acham que limita o acesso ao ensino superior ou a educação de adultos e 74% consideram que reduz as possibilidades de encontrar um emprego. A maioria dos europeus (60%) acredita que afecta também o acesso a um ensino básico de qualidade e 54% pensam que a capacidade de manter uma rede de amigos e conhecidos é limitada pela pobreza.
Em média, 89% dos europeus afirmam que é necessário e urgente os governos agirem para combater a pobreza. Em toda a Europa, 53% dos cidadãos imputam aos governos nacionais a principal responsabilidade neste combate. Mesmo que os europeus não considerem a União Europeia a principal responsável pela luta contra a pobreza, o seu papel é, porém, destacado por muitos (28% acham que é «muito importante» e 46% «de alguma forma importante»).
O inquérito Eurobarómetro foi realizado entre 28 de Agosto e 17 de Setembro de 2009. No conjunto, foram entrevistados presencialmente quase 27 000 cidadãos em todos os Estados-Membros da UE, os quais haviam sido seleccionados de forma aleatória.
Há dez anos, os líderes da UE comprometeram-se a tomar medidas com impacto decisivo na erradicação da pobreza até 2010. No entanto, actualmente é significativo o número de europeus que ainda vivem na pobreza e têm acesso limitado a serviços básicos, como os cuidados de saúde. A pobreza e a exclusão não afectam só o bem-estar dos indivíduos e a sua capacidade de participar na sociedade; constituem também um impedimento ao desenvolvimento económico. Tendo em conta estes factos, a UE destaca a importância de assumir uma responsabilidade colectiva no combate à pobreza, envolvendo os decisores políticos e os agentes dos sectores público e privado. O A no Europeu de Combate à Pobreza e à Exclusão Social em 2010 procurará dar voz aos que as sofrem no dia-a-dia.
Mais informações
Relatório do inquérito Eurobarómetro
http://ec.europa.eu/public_opinion/archives/ebs/ebs_321_en.pdf
Ano Europeu de Combate à Pobreza
http://ec.europa.eu/social/main.jsp?langId=en&catId=637
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