domingo, 21 de junho de 2009

Receitas extraordinárias continuam a atacar



E o que tem a dizer o Sr. Primeiro Ministro?

“ O Sr. José Sócrates (PS): … Quanto ao segundo truque, esse já não engana ninguém. É o truque das receitas extraordinárias. É um "filme" já visto: "As receitas extraordinárias voltam a atacar".
Risos do PS.
Vamos para o quarto ano, Sr. Primeiro-Ministro, com um Orçamento baseado em receitas extraordinárias. Vamos para o quarto ano em que se pretende "maquilhar" o défice orçamental escondendo-o atrás das receitas extraordinárias. Sr. Primeiro-Ministro, o que os portugueses querem saber é quando acabará este "filme" das receitas extraordinárias.
O Sr. António José Seguro (PS): - Muito bem!
O Orador: - Sr. Primeiro-Ministro, lamento desiludi-lo, mas as contas públicas não estão consolidadas!!
Vozes do PS: - Muito bem!
O Orador: - O que este Orçamento do Estado faz é, mais uma vez, tal como em anos anteriores, não consolidar as contas públicas, mas fingir que as contas públicas estão consolidadas.
Aplausos do PS.”
(José Sócrates, 18 de Novembro de 2004, Assembleia da República)

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A Dignidade

Resolvi hoje falar sobre um assunto que por vezes anda um pouco arredado do dia a dia de muita gente e que é a Dignidade.
Primeiramente vamos ao dicionário procurar o seu lato significado

dignidade
s. f.
1. Qualidade de digno.
2. Modo digno de proceder.
3. Procedimento que atrai o respeito dos outros.
4. Brio; gravidade.
5. Cargo ou título de alta graduação.
6. Honraria.
7. Ant. Dignitário.


Depois de ver a definição, tento agora encontrar o sentido, para assim encontrar a forma de procedimento.
Pela minha memória passaram várias atitudes ou actuações de pessoas, instituições...
Agora vou escrever um pouco sobre a dignidade de sabermos estar, e até de sabermos sair e mesmo de abandonar determinadas funções para as quais fomos eleitos por um determinado partido, se continuarmos agarrados ao lugar depois de termos abandonado esse partido e de termos anunciado publicamente que seremos em próximo acto eleitoral candidato ao mesmo lugar por um outro Partido e tenho a certeza de que "Vocês sabem do que estou a falar".
Por vezes as pessoas esquecem-se dos ditos Bonecos de Santo Aleixo em que um aponta para o outro esquecendo que um tem um algueiro no olho e outro uma tranca no olho.
Pois bem por vezes escrevemos sobre dignidade, maus procedimentos de outros e esquecemo-nos, de vez, enquanto olharmos para nós.
Se eu tivesse sido eleito para um determinado cargo por um partido e o abandonasse, ao ser publicamente apresentado por outra força politica como seu candidato, eu abandonaria esse cargo dando assim a mim mesmo o estatuto de ser digno na forma de proceder e assim poder continuar a dizer e a escrever "Vocês sabem do que estou a falar".

José do Rosário (Presidente do Secretariado Distrital de Setúbal dos Trabalhadores Social Democratas)

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Só Faltava Mais Esta...

Só faltava mais esta…o derrotado das eleições Europeias só o foi porque a abstenção foi muito grande…toda ou quase toda a abstenção, se votasse, votaria PS. E pronto. Só faltava mais esta. É por estas e por outras que a chamada sociedade civil, eu, você e todos nós, devíamos discutir e aprofundar a utilidade ou a oportunidade de considerar o voto num binómio direito/dever. A democracia, por pior que seja, e a nossa não é lá grande coisa, é, porém, muito, muito melhor, que qualquer regime autoritário. A democracia, pois, como tudo quanto é bom, deve ser defendida. Neste caso, a democracia merece ser defendida por todos nós, pelo povo, e não apenas pela boca dos políticos. Uma sociedade só poderá ser próspera, organizada, eficaz e eficiente, obedecendo a um conjunto determinado de regras. O trânsito só é seguro, se cumprirmos as suas normas; ninguém é livre de fazer o que quer ao volante de uma viatura, ainda que sua. A segurança e o bem-estar de todos, implica, obrigatoriamente, o cumprimento de regras, também, a todos. O seu não cumprimento implica multas. Todos somos obrigados a pagar impostos. O bem comum assim o impõe. A ninguém é dada a liberdade de não pagar contribuições. Se o não fizermos, ficamos sujeitos a multas. Em síntese, o bem geral, deve sobrepor-se ao bem e ao direito particular. Há questões que não deveriam merecer discussão, e um regime democrático, como melhor forma organizativa de se governar um povo, é uma delas. Se entendermos, assim, a democracia como um regime que assenta o seu poder na decisão livre do seu povo, então, deveríamos aceitar a obrigatoriedade de votar. Se o não fizermos deveríamos ser multados. Como? Simples. Uma sociedade que se quer organizada impõe, por exemplo, a obrigatoriedade de um bilhete de identidade. A ninguém é dada a liberdade de ser um marginal de cidadania. O bilhete de identidade tem custos que são suportados por todos os contribuintes. Quando um cidadão não participa na defesa da organização do seu país, votando nas eleições, sempre que precisasse de um bilhete de identidade, de um passaporte ou de um simples atestado de residência, ou seja, sempre que um cidadão precisasse de obter algum beneficio resultante da organização do seu país devia, nessa ocasião, ser multado, pagando uma coima na obtenção daquele documento. Agora que se fala tanto em questões fracturantes, a primeira a discutir deveria ser o fortalecimento da democracia, chave para o melhor governo de que todos beneficiariam, passando pela obrigatoriedade do voto. Ainda que em branco! Imagine-se uma determinada eleição, onde os votos em branco fossem, manifestamente, superiores aos votos expressos. Aí sim, os políticos arrepiariam caminho. Voluntária ou obrigatoriamente, acabando as interpretações da abstenção. A democracia é demasiado importante no nosso presente e para o nosso futuro, como importante são as regras de trânsito e o pagamento de impostos. Há direitos que só deveriam ser interpretados como deveres. O de votar é um deles.

Vilela Araújo (Presidente da Mesa da Assembleia Distrital dos TSD - PORTO)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Piora o ambiente das escolas

Os professores mais experientes abandonam o ensino cada vez mais precocemente e com cortes substanciais no rendimento. A correspondente perda de qualidade do corpo docente atinge gravemente as escolas, mas o governo parece estar satisfeito, uma vez que nada faz para estancar a hemorragia. Porquê?

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Declaração Política do PSD sobre as Eleições Europeias

Capa do "Povo Livre" no Dia de Portugal


Sem eira nem beira, pelos Xutos & Pontapés



A letra do tema "Sem eira nem beira"

Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou-bem

Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar/Despedir
E ainda se ficam a rir
Eu quero acreditar
Que esta merda vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor

Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir/Encontrar
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer

É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir
Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar/A enganar
o povo que acreditou

Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar...

(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a foder

Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão